sábado, 23 de abril de 2011

Um raio cai 3 vezes no mesmo lugar

                                              Time de guerreiros


Na última Quarta-feira, o que era visto pelos matemáticos como inviável, aconteceu: A classificação do Fluminense às oitavas-de-final da Copa Santander de Libertadores. Enfrentará o Libertad (PAR). Foi mais um milagre desta equipe determinada. Ao todo, já são três façanhas em 3 anos.
    
      Em 2009, enquanto Flamengo e Vasco brilhavam conquistando os títulos nacionais das divisões "A" e "B" respectivamente, o tricolor carioca enfrentava o seu calvário. Corria eminentes riscos de rebaixamentos, sendo apontado com 98% de probabilidade de queda. Liderado pelo artilheiro Fred, a equipe vencendo os 10 últimos jogos do Brasileiro daquele ano, se salvou e manteve-se na elite do futebol do Brasil. Vale o destaque para a notável campanha na Copa Nissan Sul-Americana, (em que foi derrotada pelo time da LDU-Quito (ECU) na decisão) sendo fator fundamental nesta arrancada.
     Nenhum torcedor desejava que a história se repetisse no ano seguinte. Logo Muricy Ramalho, técnico recordista de Campeonatos Brasileiros conquistados na era dos pontos corridos, foi contratado juntamente com atletas que adicionaram ainda mais força ao elenco remanescente. O resultado disso foi a liderança de ponta-a-ponta do Brasileiro. O título veio após 26 anos de jejum.
       Por ser o campeão, a vaga na Libertadores estava assegurada. Porém, o início de competição não fora nada animador: 1 vitória em 5 partidas da fase de grupos além, da demissão de Muricy. Muito pouco para a obtenção da vaga no "mata-mata". Era praxe dar a vida para vencer. A determinação, diferencial deste grupo, superou tudo. Triunfo por 4x2 sobre os Argentinos Jrs. (ARG) 

 O resto todos nós sabemos. O raio caiu pela terceira vez. "Os Guerreiros merecem".


* O blogueiro que vos escreve torce pelo Clube de Regatas do Flamengo

                                                       Mattheus Reis

sexta-feira, 15 de abril de 2011

"Vote in Obama in 2012!"

                                          "Yes, we can ... again"

O célebre bordão utilizado por Obama, em 2008 na corrida à Casa Branca foi o grande impulsionador de sua chegada ao que podemos denominar como "O cume do mundo". Sua campanha conseguiu contagiar e conquistar o apoio do povo, inclusive do blogueiro que vos escreve.
"Living the American Dream" Obama se deparou com a realidade. Se a frase "Chegar é uma coisa, ultrapassar é outra" é a mais pura verdade no mundo da F1, "Querer ser presidente é uma coisa, ser presidente é outra completamente diferente" se encaixa harmoniosamente no contexto do 1° negro a governar a maior potência mundial.

     Essa semana em seu portal, foi lançada oficialmente a candidatura presidencial do candidato democrata. Esta campanha deverá sem muitos esforços, atingir a meta de U$$ 1.000.000.000 em arrecadação devido, a não estipulação de um teto orçamentário eleitoral.  
     Obama enfrentou grandes obstáculos para implementar seu modelo de gestão nos seus primeiros, que podem ser os únicos, 4 anos. Temas polêmicos como a Reforma da Saúde , pilar de sustentação de suas propostas em 2008, foram vetados gerando, certo desconforto em relação à nação. Além, da derrota de seu partido nas eleições parlamentares de 2010, onde perdeu a maioria na Câmara. 
     Outro empecilho para um governo mais estável e que gerasse mais desenvolvimento foi a crise econômica herdada de seu antecessor George Bush. O desemprego afetou 10% da população, grandes corporações decretaram concoradata, aumentando ainda mais o défcit, obrigando-o, na semana passada, a aprovar um corte de U$$ 4 Bilhões nos investimentos até o fim de 2001.
     Querendo se livrar da herança maldita, Obama, também ratificou o desejo de fechar a prisão de Guantánamo, em território cubano. Mais uma vez não cumpriu o que fora prometido.
     É difícil no meio de tantas críticas, apontar boas ações. Embora esteja nas pesquisas com 40% de popularidade (Lula, por exemplo, detinha 85%), analistas afirmam que Obama sairá vitorioso em 2012. Principalmente ao fato de a oposição republicana ainda, não ter um candidato à sua altura para a disputa.     
     Portanto, o que intriga é se, os americanos e o mundo podem confiar em Obama, no fim total da crise econômica e no seu reaquecimento e, na diminuição do desemprego ou, será necessário incorporar de vez o espírito do presidente e, ''Change".

                                                              Mattheus Reis

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Massacre em Realengo

Este artigo  foi elaborado pelo cineasta Cacá Diegues e, publicado na edição carioca do jornal "O Globo" em 08/04/2011.
                                   O horror da diferença     

Como ele está morto e nunca em vida conversou com alguém sobre o assunto, jamais saberemos os motivos e as circunstâncias psíquicas que fizeram com que o rapaz entrasse na escola de Realengo e praticasse aquele massacre de crianças. Todos temos o direito de fazer suposições, mas jamais conheceremos a  verdade, é inútil insistir.
      Talvez nos reste apenas tirar das circunstâncias da tragédia algum ensinamento, seguindo umas poucas pistas a nosso dispor. A mais importante delas está certamente na carta deixada pelo assassino, um pouco subestimada pelo que andei lendo nos jornais.
     Ali está, antes de tudo (ou “primeiramente”, como o autor a inicia), uma ostensiva divisão do mundo entre os “puros” e os “impuros”, não podendo estes nem ao menos tocar em seu corpo. Mais do que fazendo uma declaração religiosa fundamentalista, Wellington está assim se referindo à incompatibilidade entre ele e os outros, sendo estes os que não merecem viver no mesmo mundo que ele.
     Talvez estivesse até dividido entre esse “eu” e “o outro”, sendo ele mesmo as duas coisas. Wellington atirou de preferência em meninas, como se estivesse eliminando preferencialmente o desejo que o tornava “impuro”. Ou seja, que o tornava “o outro”. Mas isso, mais uma vez, é apenas uma suposição.
     Como também poderia estar se vingando do que outras crianças podem ter feito com ele no passado, nas mesmas salas de aula em que perseguiu suas vítimas. Alguns relatos dizem que Wellington teria sido alvo de bullying (será que o verbo “bolinar” é um anglicismo decorrente de “bullying” ou os dois vocábulos têm igual raiz latina?), quando estudou naquela mesma escola dos 11 aos 14 anos de idade e era conhecido como Sherman (referência ao nerd de “American Pie”) ou Suingue (por mancar de uma perna).
O que é evidente, a partir das poucas pistas deixadas, é que a tragédia na escola de Realengo está repleta, por todos os lados, de graves e clássicos sintomas de intolerância, uma incapacidade de suportar a diferença, um horror dela que nos impede de viver em paz com o outro.
     Nesta mesma semana em que Wellington invadiu a escola atirando em crianças, uma menina chamada Adriele, de 16 anos, foi assassinada no interior de Mato Grosso do Sul por dois rapazes que não se conformavam com o romance dela com a irmã deles. Na semana anterior, Michael, da equipe do Vôlei Futuro, era objeto de brutal manifestação coletiva de homofobia, num ginásio de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, por ter-se declarado homossexual. Uma tradição de nosso esporte: há cerca de 10 anos, o jogador Lilico já tinha sido excluído da seleção brasileira de vôlei pela mesma razão.
Por esses mesmos dias, o deputado Jair Bolsonaro falava na televisão da “promiscuidade” que não permitia a seus filhos, a de se relacionar com uma mulher negra como Preta Gil. Assim como um pastor evangélico afirmava, em sua pregação religiosa, que os africanos eram fatalmente herdeiros de maldição lançada por Noé, em nome de Deus, logo depois do dilúvio.
    Um pouco mais longe de nós, outro religioso, desta vez na Flórida, queimava em público um exemplar do Alcorão, o livro sagrado dos islamistas. O que provocou, em represália, o assassinato de dezenas de pessoas no Afeganistão, vítimas de homens-bomba.
Se o culpado for sempre o outro, se o mundo estiver dividido sempre entre os puros e os impuros, não evitaremos nunca novos Wellington, nem que toda a polícia do país passe a trabalhar exclusivamente na porta de nossas escolas. A resistência à diferença, o horror a ela, sempre foi causa ou pretexto de todos os genocídios na história da humanidade.
    Às vezes, ela se disfarça sofisticadamente em ideologia ou visão de mundo, com teorias cheias de argumentos. Como no nazi-fascismo de Hitler, Mussolini, Pinochet e tantos outros; ou no comunismo de Stalin, Mao, Pol-Pot e tantos outros. Mas, no fundo, todas essas formas de autoritarismo que encharcaram o século XX de sangue partiram sempre da ideia de rejeição da diferença, por medo ou ignorância, por má ciência ou simples superstição.
     Um certo cinema, sobretudo o norteamericano de ação, nos encheu e ainda nos enche a cabeça de estímulos a esse combate à diferença. As batalhas intergaláticas de humanos decentes contra alienígenas do mal apenas substituem a incompatibilidade clássica entre o branco civilizador e o indígena selvagem do Velho Oeste, sucedendo aos épicos de guerra contra os insensíveis amarelos do Sudeste da Ásia e os pérfidos árabes do Oriente Médio.
     Nesse sentido, um filme como “E.T.”, de 1982, fez mais pela democracia americana do que muito discurso de liberais locais. No filme de Steven Spielberg, a amizade entre a menina interpretada por Drew Barrymore e o extraterrestre monstruoso, perseguidos pelas máscaras e tubos higienicamente brancos dos eugenistas comandados por Pete Coyote, era uma perfeita metáfora do que poderia ser o mundo sem o medo do outro.
     Ninguém nasce racista ou homofóbico, ninguém nasce com preconceito algum. A educação que recebemos ao longo de nossos primeiros anos de vida é que nos torna assim ou assado. E isso é portanto uma responsabilidade de todos, da sociedade onde vivemos e no seio da qual seremos preparados para a vida.

A próxima postagem de minha autoria (novamente, as 2 últimas foram extraidas de jornais) terá como tema o lançamento da candidatura de Barack Obama à reeleição em 2012. A partir de Quarta-Feira.

Vergonha do Sete

     Primeiramente gostaria de esclarecer que este artigo foi eleborado por Cristóvam Buarque, senador e professor da Universidade de Brasília (UnB); e foi publicado na edição carioca do jornal "O Globo" do dia 08/04/2011.
                              
                                          Que país é esse?
     
      No século XIX, Victor Hugo se negou a apertar a mão de D. Pedro II, porque era o Imperador de um país que convivia naturalmente com a escravidão. Hoje, Victor Hugo não apertaria a mão de um brasileiro para parabenizá-lo pela conquista da 7ª posição entre as potências econômicas mundiais, convivendo com total naturalidade com a tragédia social ao redor. Estamos à frente de todos os países do mundo, menos seis deles, no valor da nossa produção, mas não nos preocupamos por estarmos, segundo a Unesco, em 88º lugar em educação.
     Somos o sétimo no valor do PIB, mas ignoramos que, segundo o FMI, somos o 55º país no valor de renda per capita, fazendo com que sejamos uma potência habitada por pobres. Mais grave: não vemos que, segundo o Banco Mundial, somos o 8º pior país do mundo em termos de concentração de renda, melhor apenas do que a Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia.
    Somos a sétima economia do mundo, mas de acordo com a Transparência Internacional estamos em 69º lugar na ordem dos países com ética na política por causa da corrupção. A nota ideal é 10, o Brasil tem nota 3,7.
    Somos a sétima potência em produção, mas, quando olhamos o perfil da produção, constatamos que há décadas exportamos quase o mesmo tipo de bens e continuamos importando os produtos modernos da ciência e da tecnologia. Somos um dos maiores produtores de automóveis e temos uma das maiores populações de flanelinhas fora da escola.
    Um relatório da Unesco divulgado em março mostra que a maioria dos adultos analfabetos vive em apenas dez países. O Brasil é um deles, com 14 milhões; com o agravante de que, no Brasil, eles nem ao menos reconhecem a própria bandeira. De 1889 até hoje, chegamos à sétima posição mundial na economia, mas temos quase três vezes mais brasileiros adultos iletrados, do que tínhamos naquele ano; além de 30 a 40 milhões de analfabetos funcionais. Somos a sétima economia e não temos um único prêmio Nobel.
Segundo um estudo da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que pesquisou 46 países, o Brasil fica em último lugar em percentagem de jovens terminando o ensino médio. Estamos ainda piores quando levamos em conta a qualificação necessária para enfrentar os desafios do século XXI. Segundo a OIT, a remuneração de nossos professores está atrás de países como México, Portugal, Itália, Polônia, Lituânia, Látvia, Filipinas; a formação e a dedicação deles provavelmente em posição ainda mais desfavorável, por causa da péssima qualidade das escolas onde são obrigados a lecionar. Somos a 7ª potência econômica, mas a permanência de nossas crianças na escola, em horas por dia, dias por ano e anos por vida está entre as piores de todo o mundo. Além de que temos, certamente, a maior desigualdade na formação de cada pessoa, conforme a renda de seus pais. Os brasileiros dos 10% mais ricos recebem investimento educacional cerca de 20 vezes maior do que os 10% mais pobres.
    Somos a sétima potência, mas temos doenças como a dengue, a malária, a doença de chagas e leishmaniose. Temos 22% de nossa população sem água encanada e mais da metade sem serviço de saneamento. Segundo o IBGE, 43% dos domicílios brasileiros, 25 milhões, não são considerados adequados para moradia; não têm simultaneamente abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo.
     Esta dicotomia entre uma das economias mais ricas do mundo e um mundo social entre os mais pobres, só se explica porque nosso projeto de nação é sem lógica, sem previsão e sem ética. Sem lógica, porque não percebemos que “país rico é país sem pobreza”, como diz a presidenta Dilma. Sem previsão, por não percebermos a grande, mas atrasada economia que temos, incapaz de seguir em frente na concorrência com a economia do conhecimento que está implantada em países com menor riqueza e mais futuro. E sem ética, porque comemoramos a posição na economia esquecendo as vergonhas que temos no social.

O referido artigo também se encontra no "GloboOnline":
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/04/09/vergonha-do-sete-373821.asp

segunda-feira, 21 de março de 2011

Obama no Brasil

                                             Jogo de Interesses


 "Obama visitou o Brasil em um momento denominado por ele próprio como: "Trivial para a elevação de patamar do país à potência. A descoberta do Pré-Sal, Dilma como presidenta, e a diminuição das desigualdades são fatores possibilitadores deste alcançe."
     
     A Líbia, assim como o Oriente Médio passa por períodos de conturbação política e social. Os E.U.A.- principal cliente do ramo petrolífero- fortaleceu, nas últimas décadas, o protencionismo a esses grandes produtores e exportadores do Brent (principlamente Líbia, Egito e Arábia Saudita), gerando falsas perspectivas de estabilidade. A revolta tem como aspecto econômico mais relevante a alta do valor da Commoditty.
     Dentro desse contexto, por não sofrer interferências de crises étnicas e políticas, o Brasil, na visão de Obama seria um futuro exportador estável de petróleo em larga escala com o desenvolvimento adequado dos seus camps petrolíferos. Por esta circunstância, o presidente americano pretende investir em companhias americanas na área.
     Em seu discurso, pronunciado ontem no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o presidente enfatizou a representatividade de um país em ascenção como o Brasil, ser governado por uma mulher; para ele um marco. De fato, Lula embora tenha sido elogiado por Obama, se afastou no fim de seu mandato das negociações com os americanos. A mudança no Palácio do Planalto fora um alívio. Chefe de Estado novo, conceitos novos. Isso é o que se espera.
     Assisti o seu discurso. De certa forma, foi contagiante, cativante; uma chuva de elogios à "Terra que tem palmeiras onde canta o sabiá". Mas a ausência de concreticidade o vagou. Tópicos como o apoio à adesão do Brasil no Conselho de Segurança da ONU sequer foram mencionados. Pelo menos ao público presente. Somente a total cooperação "mútua" em eventos de grande porte como A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos além do tão cobiçado Pré-Sal. Velha Novidade. 

"Ao fim de tudo, o jogo de interesses de Obama prevaleceu. Afinal eles estão mais necessitados do que nós." 

                                                 Mattheus Reis

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tragédia Japonesa

                                                   S.O.S.  Nippon

 "A ascensão do "Dragão Chinês" frente ao Japão ultrapassando-o e assumindo o posto de 2° economia mundial era, um indício da recente fragilização da "Terra do sol nascente". Entretanto, o que foi presenciado na semana passada foi um duríssimo golpe não só ao Estado mas, a esta sofrida nação."


     Localizado no Círculo de fogo do Pacífico - área com maior atividade sismológica da Terra - e encravado sobre 4 distintas placas tectônicas, o Japão  registrou o maior sismo de sua história, acarretando uma devastadora Tsunami. Estima-se no mínimo 10.000 mortes.
     Por sua excelente tecnologia e elogiáveis estratégias de evacuação este dado  é de certa maneira, irreconhecível em relação ao acontecido na Indonésia, em 2004 onde foram registradas 300.000 vítimas.
    Mas não só esse problema assombra os japoneses. O tremor afetou o funcionamento de diversas usinas nucleares, colocando em risco a saúde da população podendo ser, contaminada com material radioativo com o vazamento deste. Cerca de 200 habitantes da província de Fukushima apresentaram sintomas de intoxicação. Especialistas já questionam a segurança deste modo de obtenção energética. Outros 2 graves acidentes se assemelham ao desta semana: Em Chernobyl, na Ucrânia e outro em Three Mile Island, nos E.U.A.
      Todo esse contexto coloca em cheque o governo do 1° ministro Naoto Kan. Criticado e com apenas 20% de aprovação, Kan, precisa se impor, estar presente e prestativo às necessidades emergenciais de seu país para, afastar-se da dolorosa lembrança do terremoto de Kobe, em 1995, quando o então premier Tomiichi Murayama foi duramente repreendido por não participar dos esforços pós-tragédia e a Yazuka (máfia japonesa) foi tida com heroína, distribuindo mantimentos á população afetada 

          


                                                      Mattheus Reis

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tudo tem seu fim

                                                Foi um prazer, Ronaldo

Nesta terça-feira (01/03), a Confederação Brasileira de Futebol, anunciou a realização de um amistoso ,dedicado à despedida de Ronaldo, contra a Romênia. O "artilheiro das copas", considerado por muitos o mais genial centro-avante já existente, símbolo de superação e vitória perdeu para si mesmo.

     O início avassalador no Cruzeiro, traduziu a mensagem de que não seria somente "mais um" no meio. Algo indescritível surgia.
     No Barcelona (ESP), suas jogadas mirabolantes tiveram como consequência o apelido de "Fenômeno". Que fenômeno era esse? Questão até hoje sem respostas fundamentais. Desafiadora para o mais célebre cientista. Nem mesmo a Copa do Mundo FIFA de 1998 manchou sua carreira; até agora.
     A peso de ouro se transferiu para a Internazionale de Milão (ITA), o drama começara. Aquela contusão gravíssima não estava nos planos. Deu-se início à corrida para a reabilitação até o mundial de 2002. Conseguiu. A redenção estava agendada. Artilheiro da competição, Brasil penta, melhor jogador daquele ano. Chegava o apogeu.
    Quando tudo ocorria bem, a máquina parou. A má atuação conjuntamente com a equipe em 2006, as temporadas frustrantes por Real Madrid (ESP) e Milan (ITA) além de problemas extra-campo, apagaram  seu brilho.
    O Corinthians abriu-lhe as portas, voltou com o status de sempre, estrela, conquistando títulos no ano de seu retorno, todavia novamente as contusões (seu pior adversário) e a descoberta de desvios hormonais aliados às eliminações na Libertadores da América, o fizeram ainda mais abaixar o rendimento.                                                   

  A hora havia chegado; decidiu parar

"Feliz aquele que viu Ronaldo atuar, um dos maiores atacantes destes tempos"


                                                               Mattheus Reis