quarta-feira, 20 de julho de 2011

E.U.A. em mais uma guerra

                                          14 dias para o calote

O presidente norte-americano Barack Obama, tenta convencer incessantemente o congresso a elevar o teto de endividamento do governo para que este, possa honrar seus compromissos como o pagamento de dívidas e do funcionalismo público.                           

     Caso o projeto de aumento do limite devedor seja reprovado, o governo não poderá pagar mais nenhum credor pois, não haverá receitas para isso, caracterizando o calote. Com dívidas de U$$ 14,3 trilhões, Obama já foi obrigado a sacar todos os recursos provenientes de fundos emergenciais para atrasar ao máximo o início da crise
   Contudo, o tempo não é o único adversário dos E.U.A. Em meio á tensão, parlamentares republicanos e democratas ignoraram a crítica situação do país e desistiram da cooperação, para a defesa de interesses próprios, criando uma acirrada disputa política. E sempre julga-se os americanos como super-patriotas, - O bem estar do Estado acima de tudo - não é assim.
    Os republicanos tentam inviabilizar a aprovação da medida exclusivamente, por serem opositores do presidente e, buscam dessa forma, gerando crise, desestabilizar sua popularidade e conquistar a presidência, em 2012, mesmo Obama tendo fôlego temporário com a morte de Bin Laden, meses atrás. 
    Democratas propõem o aumento de impostos entre os mais ricos, fazendo com que a economia ainda em recuperação da crise de 2008 - um dos motivos causadores dessa possível nova recessão - não fosse sacrificada com tanta veemência. 
    Essas ações contrariam a oposição, defensora de cortes em programas sociais e do aumento geral de impostos.
    É lógico que Obama não cogita de maneira alguma, ceder às sanções republicanas. Seria um suicídio. Comprometeria sua reeleição. Afetaria a população. A favor da elevação do teto estão 60% do eleitorado, ou seja, apoiam Barack.
    Vale o destaque dos excessivos gastos nas guerras do Afeganistão e Iraque quando, o republicano George W. Bush detinha o poder e o povo convivia com o caos da saúde.
     A provável  recessão atingiria o mundo devido a gigantesca quantidade de investimentos financeiros existentes no país. Somente a China possui cerca de U$$ 1 trilhão destes, injetados. A moratória resultaria na perda de todos esses valores empregados. Logo, não seriam pagos.
     Ademais, agências do setor ameaçam transformar a nota de segurança econômica dos americanos de "AAA" (mais alta) para "D" (a menor delas). Em suma, os EUA seriam um péssimo país para investir.
     O Brasil sofreria significativo impacto, porque a base de sua economia esta relacionada à exportação de Commodities. O preço dos alimentos é atrelado a situação financeira mundial. Em tempos recessivos, o fluxo de vendas para o exterior é menor, caracterizando défcit.
     Mediante todo caos que poderia ocorrer, é impossível que não haja consenso nos próximos dias entre os partidos. Democratas X Republicanos: essa é a guerra pela qual atravessa os E.U.A. O acordo vai sair; espera-se. Caso contrário, o tempo corre na velocidade da luz. Restam 14 dias e contando... Tio Sam, socorro!!

                      
                                           Mattheus Reis

domingo, 17 de julho de 2011

O que foi aquilo?

                1 é pouco, 2 é bom, 3 é demais, mas 4...

Desde o início da Copa América o torcedor brasileiro, já tomava ciência da qualidade técnica que a seleção brasileira apresentava: pouca. Porém, não cogitava-se pela mente de ninguém que depois de uma boa atuação do time no tempo regular, aconteceria a indisplicência nas cobranças de pênalti 

   O bom nível futebolístico apresentado diante da frágil e modesta equipe do Equador, gerou uma falsa imagem da estabilidade do time treinado por Mano Menezes. Pura ilusão.
    Não comentarei acerca do jogo de hoje. Todos sabem da lástima ocorrida. A Copa América era o ponto de partida para a afirmação dessa seleção, rumo ao tão sonhado hepta em 2014. Começamos muitíssimo mal.
    Não seria ousadia alguma e irresponsabilidade caso, Mano Menezes convocasse maior quantidade de jogadores que atuam no país. Há vários exemplos que possuem tal suporte e defender a "amarelinha que mais uma vez amarelou": Arouca, Thiago Neves, Dedé e outros. E por que não Kaká , Ronaldinho Gaúcho e Adriano - quando estiver recuperado. Vale a tentativa.
    Lembrando que, restam poucos jogos para a Copa no Brasil em virtude, da não participação do país, por ser o anfitrião do torneio, nas eliminatórias sul-americanas. Corremos contra o tempo...
Para provar a ineficácia da superstição, hoje comemora-se - ou deveria-se comemorar - os 17 anos da conquista do tetracampeonato mundial de 1994, no estádio Rose Bowl, em Los Angeles, E.U.A., vencido exatamente nas cobranças de penalidades sobre a Itália. Acredito que, os "craques" do Brasil tenham se inspirado em Roberto Baggio, o responsável pelo desperdício na série, garantindo o título brasileiro.
    E, praticamente todos criticaram o então técnico Dunga por não ter relacionado para a Copa de 2010, Ganso e Neymar. Nada como o tempo para determinar que estava certo. Infelizmente, vamos ter que engolir essa e, admitir que Dunga não é burro. Quem ousa questionar?

                                            Mattheus Reis

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Nascimento de uma nação

                                          Nova palavra

Em 2005, estabeleceu-se um termo de compromisso no qual, o ditador sudanês Omar al-Bashir organizaria um referendo acerca da emancipação do território localizado no sul do país. O Sudão do Sul, possui características e tradições divergentes em relação à porção norte. No domingo, o plebiscito foi realizado e a independência proposta foi aprovada por mais de 95% da população. A África ganha um novo país, porém com grandes desafios.  

   Uma das maiores diferenças entre as regiões, se dava no aspecto religioso. Cristãos e muçulmanos, respectivas religiões do sul e do norte nunca, firmaram laços de amizade permanentes sendo, os seguidores de Cristo, perseguidos pelos islâmicos. A maioria dos conflitos era originada por este fator que teve ápice na Guerra Civil.
   Fora isso, vale a ressalva da importância do Sudão do Sul na economia sudanesa. Por volta de 75% da extração petrolífera é realizada naquela parte do território. Conforme as regras do acordo de paz, sul e norte dividiriam os lucros da produção do brent. Eis a injustiça. Este é um dos motivos da não rejeição de al-Bashir à separação. O norte está se beneficiando da riqueza do sul.
   Riqueza entre aspas. Como na maioria dos Estados africanos, e no Sudão não será diferente, os problemas da miséria, saúde e violência são algo desafiador para os líderes locais.
   Somado a isso, Salva Kiir (à esquerda, na foto), ex-chefe do Exercito popular de Libertação do Sudão que será o 1° presidente da nação, conviverá com a intensa interferência e pressão de Omar al-Bashir (à direita na foto), único chefe de Estado em exercício no mundo, ao lado de Muamar Kadafi, a ter ordem de prisão decretada pelo Tribunal Penal Internacional, por violação aos direitos humanos. 
  É perceptível que, Kiir enfrentará diversos obstáculos para melhorar seu país, mas os sul-sudaneses estão muitíssimos mais interessados em ter conquistado a liberdade. Essa palavra não existia no vocabulário deles.   

         

Leia mais sobre a Independência do Sudão do Sul:

                                        Mattheus Reis

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Modernidade X obsolência

                                   A dependência da China

Gostaria de esclarecer que este artigo foi elaborado por Antonio Barros Leal, preseidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e, foi publicado na edição carioca do Jornal "O Globo" em 05/07/2011.

   Quando eu era menino, a expressão popular "vá pra China" era insulto grave. Hoje, só se vai pagando muito. A história recente desse país nos leva a crer na capacidade do ser humano de se rebelar contra a realidade produzida por outros e criar sua própria estrada. Depois de séculos de exploração estrangeira, de anos sob um comunismo destruidor de valores e individualidades, a China vive período de importante renascimento econômico. O abandono de dogmas ultrapassados e produzidos por uma camarilha que cuidava apenas de seus favores e privilégios, vem demonstrando que a paciência chinesa tem características surpreendentes.
   O crescimento econômico, baseado em identificação de potencialidades, na definição de procedimentos, na construção de parcerias e na capacitação pessoal e profissional, permitiu uma alocação de riquezas sem precedência.
   A coragem da escolha dos Estados Unidos como sócio para o desenvolvimento, ultrapassando uma histórica diferença, já era o sinal de que a aparente leniência da China daria lugar a um pragmatismo com resultados planejados e controlados. O depósito dos ganhos, desde os primeiros resultados positivos, em títulos da dívida americana, era uma espécie de garantia de que o casamento sino-americano era para sempre e leal.
   Entretanto, a convivência democrática, das liberdades civis, políticas e individuais, deveria ser uma condição básica para integrar a comunidade internacional. A China conseguiu que vários países, inclusive o nosso, definissem-na como economia de mercado para o seu reconhecimento na OMC. Fizeram bem em não chamá-la de mercado livre.
   Há perguntas esperando respostas, por exemplo: como vão enfrentar o grito de Hong Kong para a retomada da plenitude do "ser livre", desfrutada nos cem anos sob a bandeira britânica e ameaçada com a reanexação? Como criar universidades modernas, sem conceder liberdade de pensamento? Como competir com as conquistas trabalhistas dos fraternos operários de Taiwan e do resto do mundo, para onde exportam seus produtos? E no dia em que professores e trabalhadores resolverem fazer uma greve? Vai ter cadeia para todos? E a imprensa livre? E a decisão dos pais de terem o número de filhos que bem entenderem, sem o risco de enquadramento na "lei" do filho único? Como inibir tanta gente de ler o que prefere ou navegar na internet? Só a democracia - com todos seus defeitos - condiciona um povo à plenitude da vida, à aceitação dos contrários e respeito ao próximo.
   Disputar o mercado mundial implica, necessariamente, ter condições parelhas de salários, benefícios, horas de trabalho, dignidade e outras vitórias já empalmadas pelos trabalhadores do mundo livre. A Índia, com população tão grande como a China, tem provado que o argumento "muita gente" não justifica a falta de liberdade, nem impede o crescimento econômico. O simples acumular de dólares, a construção de megaobras, a industrialização à custa de generosos subsídios poderão levar a China, certamente, a um estado de riqueza, mas, jamais, sem qualquer dúvida, a uma nação justa, livre e digna de seus cidadãos.
   A dependência atual da economia brasileira em relação à China - exportando produtos primários e importando industrializados, de carros a computadores - precisa de reflexão mais profunda e avaliação temporal responsável. Em que condições produzimos? Quais direitos desfrutam nossos trabalhadores? A que custo mantemos nossas liberdades? Até quando vale a pena lidar com parâmetros tão diversos numa economia globalizada e exigente?
   O Brasil precisa queimar etapas, investir em desenvolvimento de pesquisas, qualificar suas escolas e produzir com altos níveis de agregação tecnológica para que seus trunfos de liberdades e direitos humanos possam ser um diferencial que o leve a um futuro grandioso.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2011/07/05/a-dependencia-da-china-924843560.asp#ixzz1RMmsAfrk
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Impossível piorar

                                            Penúria Grega

   A crise econômica assolou a Grécia. Sem verbas para saldar seus compromissos financeiros o país, recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a viabilização de empréstimos e apoio. Já são mais de  250 bilhões de euros injetados para o contorno da recessão.
  Um dos responsáveis por toda esta instabilidade se refere à constante desvalorização do dóllar no mercado externo. Mesmo o euro sendo competitivo, mais sólido e valorizado que o dóllar, a moeda norte-americana ainda detém maior influência no cenário econômico a européia.
  O Brasil, logicamente em escala muitíssimo inferior, vem sofrendo tais reflexos de todo o contexto. Como exemplo cita-se a elevação da taxa básica de juros (Taxa Selic) e da inflação, como métodos de contenção da bolha econômica - super aquecimento da economia. Apenas de realce, a inflação pode alcançar metas de 6.5% até o final de 2011.; para especialistas, valor significativamente alto para um início de mandato - que são sempre "salgados", na média.
   Soma-se a isso a eleição de Christine Lagarde ao comando do FMI. Uma sucessão é sempre complicada e cautelosa. Ainda mais se tratando de Dominique Strauus-Kanh, envolvido em um escândalo sexual. E cautela, não está no vocabulário dos gregos. Os protestos na capital Atenas, são reflexos da impaciência do povo perante ao governo. Irlanda e Portugal também agonizam. E há um aspecto de tranquilidade em torno da situação. 
    É preciso, maior poder de decisão por parte das instituições financeiras  globais; que seus diretores arrisquem, sejam ousados e não, conservadores demais. Com isso crises desse porte não assombrariam o mundo com tamanha frequência. Já basta a Crise de 2008! Da Grécia, não se pode exigir muito. Sem menosprezá-la, trata-se de um país turístico e agrícola, com pouco desenvolvimento industrial. Sair da crise sozinha, seria como tirar ovos de ouro de um porco. Impossível.

                                            Mattheus Reis 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Novo campeão

                                   O "TRI" é do Brasil

Envolvente. Este é o adjetivo mais adequado para classificar a equipe do Santos na partida de ontem, a 2ª da final da Copa Santander Libertadores da América. Em relação ao adversário, o uruguaio Peñarol, enorme fora a disposição para conquistar o título. Mas, a técnica santista era surpreendente, gigante, do tamanho do Santos. Se a versão de 2010 do time poderia agradar o público pelos dribles e jogadas de efeito, a deste ano porém é mais eficiente e objetiva.
   
    O início da Libertadores se caracterizou, pela instabilidade e nervosismo do elenco que, na época era comandado por Adilson Batista. A classificação para as oitavas-de-final foi difícil, ocupando a 2ª posição de seu grupo. Era muito pouco para quem tinha Neymar e Ganso como estrelas da companhia.
   Já tendo Muricy Ramalho como treinador, o Santos incorporou, evoluiu, característica marcante de todo time treinado por ele. Surgia o campeão. Avançou por América-MEX, Once Caldas-COL e Cerro Porteño-PAR em partidas complicadíssimas, como de praxe na competição até chegar à final.
   O adversário era o Peñarol, nada menos que o campeão da Libertadores em 5 oportunidades. No equilibrado 1° jogo da final, o Santos, obteve inúmeras chances de vencer. Era superior! Todavia, não saiu de um empate. Ontem, a expectativa era grande. Todos aguardavam ansiosamente para a quebra do jejum de 48 anos. Além de Neymar em campo, outro reforço atuou retornando de contusão. Com Ganso, o time equilibrou-se, foi mais perigoso e não decepcionou os 40.000 presentes ao Pacaembu, em São Paulo fora, os outros milhões espalhados pelo Brasil e mundo. O tricampeonato estava garantido. O gol contra de Durval assustou os torcedores mas, nada que estragasse a festa.
    Pode-se afirmar tranquilamente que, depois de Pelé, o Santos possui uma nova geração de vitoriosos.
   Acerca dos uruguaios, a briga generalizada com os atletas brasileiros comprova que, certas coisas infelizmente não mudam. O futebol do Uruguai, renascido, sendo 4° colocado no Mundial da África, em 2010, finalista da Libertadores neste ano, acaba sendo manchado com atitudes deste tipo. é um caso de incompreensão da derrota e da superioridade do adversário. Talvez seja por isso que, o Brasil é pentacampeão mundial.
  Torcer pelo Santos e pela manutenção do excelente futebol da equipe é, querer o bem da seleção brasileira. É torcer para que Ganso e Neymar continuem arrebentando pelos gramados, dando espetáculo e para que esse show seja repetido com a camisa amarela na busca do título em 2014 no Brasil pois, eles são fundamentais na equipe de Mano Menezes.  

Santos Tricampeão da Copa Santander Libertadores 2011


Mattheus Reis

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Guardião da Constituição

                    Liberdade de expressão X Preconceito


 O Supremo Tribunal Federal (STF), legalizou manifestações sobre um polêmico tema que está dividindo a opinião dos brasileiros; a descriminilização da maconha. Afinal qual a melhor decisão a ser tomada: aderir à modernidade de uma sociedade contemporânea ou, manter os ceticismos do passado?

     Analisando as vertentes favoráveis, também percebem-se diversos pontos que induziriam o governo a sancionar a medida em uma provável aprovação no Congresso; Até o momento, não há nenhuma medida provisória do tipo tanto no Senado quanto, na Câmara Federal. Um destes fatores, seria a incrementação do PIB nacional: a comercialização do intorpecente em estabelecimentos legais implicitaria, na adesão de impostos ao preço de venda da mercadoria. Lucro ao governo em cima da droga.
     O outro, mais influente se diz respeito a aniqulição de uma das principais fontes de renda do tráfico. A compra da droga necessariamente, não precisaria ser efetuada conjuntamente ao poder paralelo.
     Todavia, "ainda é uma droga" devem pensar, muitas pessoas. De fato, é a mais pura verdade. Isto associado ao fato de ser prejudicial a saúde humana, provocando a degradação de neurônios. Entretanto, sendo os cigarros e as bebidas alcoólicas considerados "drogas legais", argumentar a descriminilização é inviável por parte de quem a reprova. Ainda mais com o apoio de intelectuais como Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da república.
     Há pouco tempo, ele lançou documentário abordando o tema. Nele, FHC justifica sua decisão; para ele o governo já perdeu a guerra para o tráfico de drogas. - Seria por isso? Ou não seria incompetência do Estado em contornar o gravíssimo problema?
     O STF, defendeu a Constituição que, prega a liberdade de expressão à nação autorizando a "Marcha da Maconha" em todo o Brasil. Caso seja oficializada, a comercialização da droga, tal adaptação será, de certo modo difícil pois, a sociedade brasileira infelizmente é preconceituosa.